Os voluntários do projeto Tartarugas Urbanas, após as entrevistas e seleção, passam por dois treinamentos. Primeiro um teórico, sobre a biologia das tartarugas marinhas, e outro prático que é feito na praia. Nesse treinamento prático são ensinadas formas de identificar o rastro de subida e descida da tartaruga, a cama que ela faz na areia ao desovar, além da localização da câmara de ovos.

Saber por onde a tartaruga subiu e desceu ajuda na orientação e interpretação da situação para encontrar o ninho em si, geralmente enterrado a mais ou menos 45 cm de profundidade. Então, é necessário saber identificar esses fatores e “cutucar” a areia na região onde o ninho está, com uma ferramenta que os voluntários apelidaram carinhosamente de “cutucador”.
O “cutucador”, quando inserido no local onde a câmara de ovos está, afunda mais facilmente na areia por ela já ter sido descompactada e remexida pela tartaruga que desovou.

E assim o ninho é encontrado, centralizado, cercado e registrado nos dados para acompanhamento da incubação e desenvolvimento dos filhotes, para depois ser feito o nascimento. Legal, né?
Agora que você já sabe disso, quando avistar um rastro de desova na areia da praia, evite pisar. Os voluntários agradecem!
Bia Pizzo – Bióloga e membro da Associação