Biologia das Tartarugas

83 99608.5226

contato@associacaoguajiru.com.br

Informações

Características Gerais

As tartarugas marinhas pertencem à classe Reptilia, ordem Testudines, subordem Cryptodira e apresenta duas famílias, Cheloniidae e Dermochelyidae. A família Cheloniidae compreende sete espécies: Chelonia mydas conhecida como tartaruga verde, Caretta caretta (tartaruga cabeçuda), Eretmochelys imbricata (tartaruga de pente), Lepidochelys olivacea (tartaruga oliva) e, Lepidochelys kempii (tartaruga mexicana) e Natator depressus (tartaruga australiana) que não são encontradas no Brasil. Na família Dermochelyidade existe apenas uma espécie Dermochelys coriácea (tartaruga de couro). Embora existam esforços permanentes de proteção e monitoramento dos ambientes de reprodução das tartarugas marinhas, todas as sete espécies estão ameaçadas ou em risco de extinção em todo o planeta. Esta classificação é encontrada no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção do MMA (Ministério do Meio Ambiente), na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN (International Union of Conservation of Nature) e no Apêndice I da CITES (Convention on International Trade in Endangered Species of Wild Fauna and Flora).

Os quelônios da ordem Testudines possuem o corpo revestido por uma carapaça óssea formada pela junção das vértebras e das costelas. Todas as espécies possuem seus membros em formato de remo adaptados para a vida no mar. Além disso, possuem glândulas de sal que são modificações das glândulas lacrimais para retirar o excesso de sal dos fluidos corporais que se acumulam no corpo por ingestão da água salgada. São seres providos de pulmões com uma alta capacidade de permanecerem submersos. Possuem visão, olfato e audição desenvolvidos e uma ótima capacidade de orientação. Quando atingem a maturidade sexual, as tartarugas marinhas têm a capacidade de voltar para a praia onde nasceram ou próximo a ela para se reproduzirem. Esse fenômeno é conhecido como imprinting. É sugerido por alguns autores que os animais possam gravar a composição química da água e o campo magnético da terra, por possuírem cristais de magnetita no cérebro. A época de desova muda conforme o local e a espécie. No Brasil, o período vai de setembro a abril no continente e de dezembro a junho nas ilhas oceânicas. As fêmeas são capazes de realizar mais de uma desova em uma mesma temporada e geralmente não se reproduzem anualmente. Podem levar de 10 a 50 anos para alcançarem a maturidade sexual. A determinação do sexo dos filhotes ocorre pela temperatura, temperatura mais elevada geram fêmeas e mais baixas machos.

Fale Conosco

83 99608.5226
contato@associacaoguajiru.com.br

Nossa Sede

Rua Vitorino Cardoso, 266
Poço – Cabedelo – Paraíba

Horário de Funcionamento

De Sexta à Domingo
9h às 12h e 14h às 17h

×